1944: Atribuição de concessão para exploração do potencial elétrico dos rios mais importantes, e criação das Hidroelétricas do Cávado, Douro e Zêzere.

1947: Constituição da Companhia Nacional de Electricidade (CNE), responsável pela construção e exploração da rede de transporte, com o objectivo de assegurar a interligação dos sistemas de produção existentes e fornecer energia elétrica aos concessionários da grande distribuição e a consumidores especiais.

1951: Criado o Repartidor Nacional de Cargas, destinado a estabelecer a repartição das cargas na Rede Eléctrica Nacional, com vista ao melhor aproveitamento das disponibilidades energéticas. Integravam o Repartidor as entidades que exploravam centrais de serviço público e tracção interligadas pela Rede Eléctrica Nacional e com potência instalada superior a 10 MVA, a CNE e as concessionárias para a grande distribuição com pelo menos 10 concelhos.

1954: Constituída a Empresa Termoeléctrica Portuguesa, responsável pela construção e exploração das principais centrais térmicas.

1969: Constituída a Companhia Portuguesa de Electricidade (CPE) através da fusão das concessionárias da produção e transporte da rede eléctrica primária.

1975: Nacionalização das empresas de produção, transporte e distribuição de electricidade.

1976: Constituída a Electricidade de Portugal (EDP) E.P., através da fusão das empresas do sector eléctrico nacionalizadas em 1975.

1981:Instituída a venda à Rede de excedentes de produção própria.

1988: Instituída através do DL 189/88 a produção independente de electricidade para serviço público. Esta actividade de produção, licenciada ao abrigo de regimes jurídicos especiais destinados a incentivar a produção de electricidade utilizando recursos endógenos e renováveis ou produção combinada de calor e electricidade, constitui a Produção em Regime Especial (PRE). Esta legislação impulsionou decisivamente a produção independente traduzida na instalação de centrais de cogeração e mini-hídricas (até 10 MVA e nalguns casos até 30 MVA).

1991: Através do Decreto-lei n.º 7/91 de 8 de Janeiro, alterada a natureza jurídica da Electricidade de Portugal (EDP), E.P., convertendo-a em pessoa de direito público e pessoa colectiva de direito privado, com o estatuto de sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos, com a firma EDP-Electricidade de Portugal, S.A.
Decidida a cisão da EDP, o Plano Geral da Cisão foi proposto pela EDP à tutela, após realização da avaliação e aprovação do seu património.
A cisão da EDP originou posteriormente seis empresas vocacionadas exclusivamente a uma das actividades de produção (1), transporte (1) e distribuição (4).

1994: Criação, como empresa, da REN - Rede Eléctrica Nacional, S.A., na sequência da cisão da EDP - Electricidade de Portugal, S.A., de que já fazia parte como Direcção Operacional da Rede Elécrica (DORE).

1995: O Decreto-lei n.º182/95 de 27 de Julho veio definir as bases da organização do sector elécrico. O SEN, Serviço Eléctrico Nacional, constituído por dois subsistemas, Sistema Elécrico de Serviço Público (SEP) para a prestação de um serviço público e Sistema Elécrico Independente (SEI) organizado segundo uma lógica de mercado.

1995: Criada a ERSE, Entidade Reguladora do Sector Elécrico.

1997: O Decreto-lei n.º 56/97 de 14 de Março revê a legislação do sector eléctrico nacional, de forma a adequar o actual quadro jurídico ao modelo de reprivatização do grupo EDP, elaborado pelo Governo. Altera os Decretos-Leis nº 182/95, 183/95, 184/95, 185/95 e 186/95, todos de 27 de Julho, e o Decreto-Lei n.º 189/88, de 27 de Maio. Republicados na íntegra, com as alterações ora introduzidas, os Decretos-Leis nº 182/95, 183/95, 184/95 e 185/95, todos de 27 de Julho.

1996: Início da Internacionalização da EDP.

1997: Primeira fase de privatização da EDP (venda de 30% do capital).

1998: Segunda e terceira fases de privatização da EDP.

2000: Quarta fase de privatização da EDP. Publicação do Decreto-lei n.º 198/2000 de 24 de Agosto, autonomização da REN do Grupo EDP, em cumprimento da Directiva n.º 96/92/CE que instituiu o Mercado Interno da Electricidade e estabeleceu regras para a liberalização do sector. A directiva motivou alterações na generalidade das indústrias eléctricas dos países da União Europeia.

2003: Em Junho, a REN constitui a sua subsidiária OMIP - Operador do Mercado Ibérico de Energia (Pólo Português), S.A., que tem por missão gerir o mercado de Energia Eléctrica a prazo em articulação com o OMEL - Operador del Mercado Ibérico de Energia (Pólo Español), S.-A.
Em Dezembro, a REN passa a designar-se REN - Redes Energéticas Nacionais, após aquisição de 18,3% da Galp Energia e dos activos do transporte de gaz em alta pressão


2012: Em Maio, foi concluída mais uma fase de privatização da REN. O Estado passa a deter apenas 9,9 % do capital da REN.